Capítulo
um
Uma infância
estranha
O
meu
nome
é
Leonardo
S.
Jacobson,
eu
nasci
em
uma
família antiga de sangue
africano, embora não seja negro, tenho a altura e a pele resistente
de um africano, desde pequeno eu era amaldiçoado por ….......
desculpe, não posso escrever esse nome ainda, sempre que tentar,
isso acontecerá. Eu nasci
no
Peru, e,
embora
minha
família
fosse
respeitada
e
admirada
em
toda
a
cidade,
era
também
sigilosa
sobre
certas
coisas.
Quando
eu
era
pequeno,
eu
tinha
um
incansável
desejo
de
explorar
a
minha
casa
enorme, vivia passando
entre os corredores, abrindo cada porta, até minha mãe ou pai me
acharem; enfim, uma
de
minhas
“expedições”
me
levou
uma
vez
até
o
porão,
lá
eu
fui
ate
uma
região
que
ninguém
ia,
e
achei
um
alçapão
enorme
trancado
e
parafusado,
como
se
quisesse
desesperadamente
manter
algo
lá
dentro
trancado.
Quando
eu me aproximei, sem querer pisei em algumas pedras soltas no chão e
fiz um barulho pequeno, mas audível. De repente comecei a ouvir uns
tipos de rusgados ensurdecedores vindo de baixo do alçapão, e, de
repente, a porta do alçapão começou a ser sacudida do lado de
dentro, como se lá tivesse um animal enorme querendo me trucidar a
qualquer custo. Eu morri de medo e comecei a chorar, no mesmo
momento, me veio um frio na espinha como se algo estivesse errado por
ali, ai minha mãe me achou e me levou embora de lá. Esse foi meu
primeiro de muitos encontros com os segredos da minha família.
Esperem,
tem mais um: Quando eu tinha 9 anos decidi a explorar o meu quarto
um pouco mais, depois de um dia inteiro trancado, não tinha achado
nada demais, desci e fui tomar banho, quando terminei, mamãe disse
que amanhã nós íamos viajar para New Orleans ( já mencionei que
éramos ricos ? Pronto, pode morrer de inveja.) nós estávamos de
férias, subi para o meu quarto e, quando fui até o guarda-roupa, o
piso rangeu, estranhei o barulho e fiquei pisando em cima, até
perceber que era um ladrilho solto, tirei ele e percebi um alçapão,
era de madeira rústica com inscrições em latim, e perto da
fechadura estavam as três luas, parecia velho, mas era muito bem
preservado, ele era grande o suficiente para eu caber nele, hesitei,
mas entrei nele e desci.
Primeiro
atravessei uma escada um tanto íngreme, quase escorreguei muitas
vezes, depois de muita descida, cheguei a uma câmara enorme, mas
estava mais para um corredor, atravessei-o, e cheguei em outra
escada, dessa vez menos íngreme, e vi, lá em cima, outra porta,
abri e me vi dentro do porão perto de uma cortina com luzes dentro.
Em
New Orleans me ocorreu outra coisa, eu estava em uma praia, quando vi
uma mulher estranha, primeiro : Ela usava uma máscara esquisita,
meio vodu, meio indígena Brasileiro, seus braços eram pintados de
um vermelho-azulado, ela me atraiu para uma casa velha, perto do mar,
mas isolada do limite da praia perto de uma área escura, nunca vou
me esquecer daquilo, era uma casa grande, cercada de mato, dela
emanava um cheiro podre, ela me levou até uma pedra e me prendeu lá
com a ajuda de um homem, falou algo que eu não entendi, ela tinha um
sotaque asiático.
Pegou
uma faca de pescador ( aquelas bem grandes para cortar os peixes ) e
tentou me acertar no peito; algo me tocou, eu chutei a faca para
longe. O que era quase impossível, o pé deveria estar amarrado; ela
praguejou em inglês, e correu.
Olhei
para meu corpo, minha perna estava marcada com um triângulo, e eu
estava solto ! Essa marca ainda hoje está em mim.
Outro
acontecimento
estranho
na
minha
infância
foi
uns
2 anos
depois
do último
e
mais
sobrenatural
ainda.
Eu
tinha
11
anos
quando
fui
ate
o
meu
quarto
dormir,
eu
tinha
ficado
acordado
até
muito
tarde
e
era
quase
meia
noite,
eu
fui
de
fininho
porque
pensei
que
meus
pais
iam
surtar
porque
eles
sempre
diziam
que
era
muito
perigoso
ficar
acordado
até
meia
noite
naquela
casa,
quando
eu
perguntava
o
porquê
eles
ficavam
calados
por
um
tempo
e
mudavam
rapidamente
de
assunto
ou
me
mandavam
fazer
algo
na
maioria
das
vezes,
desnecessário.
Quando
eu
me
lembrei
disso,
eu
tive
uma
vontade
de
ficar
acordado
até
depois
da
meia
noite,
para
ver
o
motivo.
Então,
quando
faltava
meio
minuto
para
a
meia
noite
o
velho
relógio
cuco
da
casa
já
estava
badalando,
só
que
mais
alto
do
que
o
normal,
como
se
tivesse
tentando
chamar
algo,
mais
uma
vez
eu
senti
aquele
frio
incontrolável
na
espinha,
o
que
me
fez
lembrar
da
última
vez
que
eu
o
tinha
sentido,
então
escutei
de
novo
a
coisa
no
porão
rosnar
e
se
mexer
dentro
do
alçapão,
e
depois
eu
senti
um
frio
enorme,
seguido
de
ruídos
e
passos
na
escada,
ai
eu
vi
uma
luz
no
corrimão
e
tudo
ficou
escuro,
sentindo
que
estava
sendo
puxado
pelas
mãos
e
minha
boca
estava
sangrando,
aí
desmaiei.
Quando
eu
acordei
eu
estava
na
cama
com
o
cobertor
posto
e
havia
uma
tabua
em
cima
de
mim.
Quando
olhei
a
tabua
estava
marcado
o
seguinte
nela:DURMA
E
PARE
DE
BISBILHOTAR.
Nunca
falei
isso
para
ninguém
e
quando
amanheceu,
joguei
a
placa
macabra
no
caminhão
de
lixo,
ainda
com
cabelos
em
pé
pelo
aviso
que
me
foi
dado.
E
que
eu
devia
ter
obedecido.
Outro caso foi quando eu limpava
o jardim da frente, conhecido por ser o lugar mais “seguro” da
casa por mim. Cara como eu estava enganado! O que eu vou contar agora
foi tão arrepiante que tenho medo até de escrever; mas, vamos lá.
Tinha
que ser rápido, pois estava anoitecendo, e pelo trabalho que me
faltava, se não me esforçasse só iria acabar depois da meia noite.
E eu realmente não queria
isso.
Mas
aconteceu,
eu
fui
me
distraindo,
distraindo
e
quando
notei,
era
5
minutos
para
a
meia
noite!
Dessa
vez
eu
não
dei
bobeira,
só
dei
uma
rápida
geral
e
fui
correndo
para
dentro,
mas
eu
estava
muito
longe
do
portão
da
casa,
quando
eu
estava
quase
alcançando,
ele
se
fechou
rapidamente
e
eu
vi,
na
entrada
da
casa,
uma
espécie
de
procissão
demoníaca
vindo
até
minha
casa,
era
um
conjunto
de
luzes
vermelho-azuladas
dobrando
a
rua
vindo
até
aqui,
então
eu
escutei
o
rosnado
e
os
movimentos
frenéticos
da
criatura
do
alçapão.
Depois
escutei
passos
no
andar
do
meio,
onde
ficava
o
meu
quarto
e
o
quarto
do
meu
irmãozinho
de
4
anos,
como
se
checasse
nossa
presença
nos
quartos,
de
repente
escutei
um
tipo
de
gemido,
o
que
quer
que
seja
que
estivesse
se
certificando
de
que
nós
estávamos
no
quarto
tinha
me
descoberto!
E escutei passos pesados e
rápidos na escada, descendo até o portão, agora tinha que
escolher; a procissão macabra que já estava bem perto da casa ou a
assombração que queria que eu fizesse companhia a ela no além
túmulo. Fiquei quase a ponto de um infarto de ansiedade e medo, de
novo aquele frio na espinha, agora quase incontrolavelmente grande me
mostrava que eu devia ter ido dormir logo que desse 22hrs. Como tinha
planejado. Agora eu sentia algo atrás de mim, algo que não devia
estar tão perto, e escutei uma voz rouca e grave ao mesmo tempo
dizendo:
-Eu
lhe
avisei
garoto
!
De repente senti um forte puxão
no pescoço e tudo ficou escuro. Quando acordei, estava no meio da
procissão de luzes macabras que já estavam dentro de casa falando
com alguém e cantando coisas estranhas que não consegui repetir,
mas que me davam um misto de medo e raiva, estava sem um dedo, e vi
que o mesmo estava sendo queimado em uma fogueira no meio das luzes,
e eu estava sendo arrastado pelo espírito da minha casa até uma
igreja próxima que ninguém entrava por ser escutado coisas
estranhas lá.
O espírito parecia arrependido
de ter me desacordado e me levou até uma janela da igrejinha onde
dava para ver direitinho a lua, no momento, crescente, fui colocado
no parapeito e o espírito começou a murmurar coisas que me deixavam
estranho. Depois senti algo úmido no lugar onde já esteve meu dedo
e uma dor lastimante. Quando olhei, o dedo estava no lugar novinho.
Aí tudo ficou mais claro, ele não queria me matar, e por isso me
protegeu da procissão que queria tirar minha vida, como fizeram com
ele, o velho Stone, o jardineiro da casa. Ele tinha desobedecido aos
meus pais uma vez quando eu tinha 3 anos e trabalho no jardim até
depois da meia noite. Ele tinha sido sacrificado em um pedestal que
tinha nos fundos da casa e seu corpo foi incinerado com ervas e
corpos de animais estranhos pela procissão macabra. Ele só queria
que o mesmo que aconteceu com ele não acontecesse comigo, desde
então virou meu guardião pessoal. Eu não sabia, mas ele ia ser
muito útil.
SÓ NÃO ESQUEÇAM !
POR ENQUANTO ELE É PEQUENO, MAS VOU AUMENTÁ-LO.
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